
Jardim das Nações inspira desafio de arquitetura e paisagismo na Charrette 2026 da UniCesumar
Evento reuniu estudantes, professores e profissionais convidados para desenvolver propostas paisagísticas para o futuro Jardim das Nações. A abertura contou com apresentação musical do Grupo Sendas Sonoras, do Instituto Sendas.
Nos dias 23 e 24 de outubro, o curso de Arquitetura e Urbanismo da UniCesumar promoveu a Charrette 2026, uma experiência acadêmica de criação colaborativa que, nesta edição, teve como desafio o desenvolvimento de propostas paisagísticas para o Jardim das Nações, um dos componentes do futuro Centro Cultural das Nações, em Maringá.
A iniciativa aproximou a formação universitária de uma demanda real da comunidade, convidando estudantes de diferentes períodos a trabalhar em equipes, compartilhar conhecimentos e desenvolver soluções criativas para um espaço público dedicado à convivência, à diversidade cultural e ao contato com a natureza.

Um jardim pensado para conectar pessoas
O Jardim das Nações integra o projeto do Centro Cultural das Nações, desenvolvido pelo Instituto Sendas em parceria com o Município de Maringá, com a proposta de transformar uma área urbana em um espaço de cultura, memória, natureza e convivência comunitária.
Mais do que um jardim que represente diferentes culturas, a proposta busca criar um lugar onde pessoas de distintas origens possam se encontrar, compartilhar experiências e construir vínculos.
O espaço será destinado a toda a população, incluindo moradores do bairro, famílias, crianças, pessoas idosas e pessoas recém-chegadas de outros países, reconhecendo a diversidade como parte da identidade da cidade.
Foi justamente essa perspectiva que orientou o desafio apresentado aos estudantes, sintetizado em uma pergunta central do edital:
Como criar uma identidade comum sem apagar a diversidade?
A partir dessa reflexão, os participantes foram convidados a explorar como o paisagismo pode favorecer o pertencimento, as experiências compartilhadas, o contato com a natureza e a construção de espaços coletivos mais humanos.

Música e diversidade cultural marcam a abertura da Charrette
A abertura da Charrette 2026 contou com uma apresentação musical do Grupo Sendas Sonoras, iniciativa cultural do Instituto Sendas, que levou a expressão artística ao início da programação acadêmica.
A participação musical trouxe para o evento uma dimensão concreta da diversidade cultural que inspira o Jardim das Nações, evidenciando como a música pode aproximar pessoas, promover encontros e criar experiências compartilhadas.
O momento também contou com a participação do diretor-executivo do Instituto Sendas, Erick Pérez Ortuño, que apresentou aos estudantes a proposta do Jardim das Nações e sua relação com a missão institucional da organização.
A presença do Sendas Sonoras reforçou uma das ideias centrais do projeto: a diversidade cultural não deve estar presente apenas na representação física dos espaços, mas sobretudo nas experiências humanas e nas relações que esses lugares tornam possíveis.
Organização acadêmica e avaliação dos projetos
A Charrette 2026 foi organizada pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da UniCesumar, sob a condução da professora Patricia Bruder, que coordenou a experiência junto com os alunos componentes do Projecta e acompanharam o desenvolvimento das propostas.
A metodologia da Charrette desafia os estudantes a desenvolver soluções projetuais em um período reduzido, estimulando a criatividade, a colaboração, o pensamento crítico e a integração de conhecimentos adquiridos ao longo da formação acadêmica.
Os projetos foram submetidos à avaliação de uma banca composta por profissionais convidados, professores e representantes de diferentes áreas de atuação.
A banca avaliadora contou com a participação do secretário municipal de Urbanismo e Habitação de Maringá, Matheus Barros; da arquiteta Silvana Piva; do diretor-executivo do Instituto Sendas, Erick Pérez Ortuño; e das professoras Norma Jung e Patricia Bruder.
A participação de representantes do poder público e de profissionais da área acrescentou uma perspectiva técnica e institucional à experiência, aproximando as propostas acadêmicas dos desafios reais do planejamento urbano e da qualificação dos espaços públicos.

Quando o conhecimento acadêmico encontra as necessidades da cidade
Para o Instituto Sendas, essa aproximação entre universidade, poder público e sociedade civil representa uma oportunidade de ampliar o diálogo sobre o futuro dos espaços públicos e reconhecer o potencial da arquitetura como instrumento de transformação social.
As propostas desenvolvidas durante a Charrette poderão contribuir com novas perspectivas e referências para o processo de construção conceitual e paisagística do Jardim das Nações.
A experiência também demonstra a importância de iniciativas acadêmicas que incentivam os estudantes a compreender a arquitetura para além de sua dimensão técnica, considerando seu impacto na vida das pessoas e nas relações que se estabelecem nos espaços urbanos.

Um projeto para o futuro de Maringá
O Centro Cultural das Nações está sendo concebido a partir de três eixos integrados: Cultura e Comunidade, Museu da Migração Contemporânea e Jardim das Nações.
A iniciativa pretende oferecer à cidade um espaço permanente de convivência, manifestações culturais, atividades comunitárias, memória, esporte e contato com a natureza.
A participação da UniCesumar nesse processo demonstra como o conhecimento acadêmico pode dialogar com iniciativas sociais e contribuir para a construção de uma cidade mais inclusiva, sustentável e conectada à diversidade de sua população.
Porque o Jardim das Nações não será definido apenas pelas árvores, caminhos e espaços que nele serão construídos, mas principalmente pela vida e pelos encontros que acontecerão entre eles.




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